terça-feira, 22 de novembro de 2011

Revascularização do Miocárdio

Acadêmicas: Eloisa Missio Schio e Maitê Guerra Sangalli

Conceito 

A cirurgia de revascularização do miocárdio é um dos procedimentos cirúrgicos mais comumente realizados e tem como objetivo restaurar o fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco. Esta cirurgia não é curativa e deve ser acompanhada por outras medidas terapêuticas como uso de medicamentos e mudanças no estilo de vida, visando o controle da progressão da doença coronariana.


Doença Arterial Coronariana (DAC)

A Doença Arterial Coronariana (DAC) é a causa mais comum do sofrimento do músculo miocárdico, a qual é um distúrbio no qual depósitos de gordura que acumulam-se nas células que revestem a parede da artéria coronária e reduzindo a luz arterial, provocando diminuição do fluxo sangüíneo coronariano, restringindo a perfusão miocárdica já em estado basal ou limitando aumentos proporcionais quando há necessidade de maior fluxo. 
Quando o tratamento clínico é insuficiente para a melhora sintomática da doença coronariana, a revascularização do miocárdio (RM) deve ser considerada. 


Cirurgia

Primeiramente o paciente é anestesiado, após o cirurgião cardíaco fará uma incisão no tórax do paciente, para poder abrir o osso esterno e, desta forma, ter acesso ao coração e à aorta.
Durante a cirurgia, o médico retira uma veia ou artéria de uma outra parte do corpo do paciente e a utiliza para criar um enxerto (ou desvio) da área bloqueada na artéria do paciente.

Depois que o enxerto foi criado, o osso esterno será unido novamente com um fio de aço, e a incisão será suturada. O fio de aço permanecerá no corpo do paciente.

A cirurgia pode levar de 04 a 06 horas, após o seu encerramento o paciente será encaminhado a uma unidade de tratamento intensivo – UTI.

 
Os vasos utilizados para realizar a revascularização do miocárdio e desviar o fluxo de sangue da obstrução podem ser: veia safena, artéria torácica interna, artéria epigástrica e/ou artéria radial. 

É Chamada ponte de safena a cirurgia que usa uma parte da veia safena da perna para desviar sangue da aorta para as artérias coronárias (que irrigam o coração).  

Esta operação está indicada para aqueles pacientes que tem comprometimento da irrigação cardíaca (isquemia) por obstrução de artérias, com risco de infarto (morte do músculo cardíaco por falta total de irrigação sanguínea).

Atuação do Fisioterapeuta na Cirurgia de Revascularização do Miocárdio 

Pacientes submetidos a cirurgia de revascularização miocárdica (CRVM) frequentemente desenvolvem disfunções pulmonares, como atelectasias, distúrbio ventilatório restritivo e hipoxemia. A dor e o receio pós-operatórios (PO) associados às alterações na mecânica pulmonar advindas do procedimento cirúrgico prejudicam a realização de inspirações profundas periódicas e de tosse efetiva, propiciando o acúmulo de secreção, o colapso alveolar e as alterações nas trocas gasosas.
Tendo em vista o quadro de disfunção pulmonar associado à cirurgia cardíaca e suas possíveis repercussões, a fisioterapia respiratória tem sido amplamente requisitada com o intuito reverter ou amenizar tal quadro, evitando o desenvolvimento de complicações pulmonares, com a utilização de grande variedade de técnicas, tais como: exercícios respiratórios e técnicas de higiene brônquica.
- Exercícios de respiração profunda (ERP): não necessitam de nenhum recurso mecânico e visam à expansão pulmonar por meio de inspiração nasal lenta e uniforme, seguida de expiração oral relaxada. 
- Espirômetro de incentivo (EI): também enfatiza inspiração profunda até a capacidade pulmonar total (CPT), fornecendo feedback visual.  
Caso se comprove a similaridade de resultados obtidos com a utilização das duas técnicas, ambas poderão ser orientadas aos pacientes no período pré-operatório e, no caso de não adaptação a um dos tipos de exercício, o outro poderá ser utilizado com a mesma efetividade no pós-operatório de CRVM. 

Epidemiologia

Considerando o aumento da expectativa de vida da população brasileira e do mundo em geral nas últimas décadas, e a prevalência de doenças cardiovasculares entre os idosos, o número de pessoas dessa população que necessitarão de operação cardiovascular tende a se elevar, inclusive daqueles que atingiram ou ultrapassaram a expectativa de vida média para o brasileiro que atualmente é de 72 anos.

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=wD5GO2rs36Y

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